
Os olhos fecho
As mãos abro
Lentamente
Para acariciar-te
Minha defesa
De um palmo apenas
Não quero utilizar
Toco teu cabelo
Teus lindos olhos
E tuas sobrancelhas
Beijo tuas pálpebras
ternamente
Enquanto esforço-me
Para me conter
Desço para os ombros
Passando por cima da tua boca
Que me convida louca
Não quero nela parar...
Passo por teus ombros
Por teu forte e silencioso peito
Até o coração que bate
Descompassada mente
Entregando o jogo
Pauso...
Para sentir
Este pulsar desenfreado
Tão cheio de ti
Tão contido em mim
Desço até a cintura
E chego até tuas pernas
fortes e singelas
querendo se movimentar
enfim – os pés frios
que cuidadosamente aqueço
meu peito projeta-se
e roça no teu
é o instinto inato
abraço tuas costas
e tento não pensar no resto
porque nesta altura
já sou
já estou
inteira
contida
no meu próprio gesto!
O que fica
Desconhecido
A ser percorrido
São todas as crateras,
Planícies e planaltos
Da lua
Pois já passei por ti
Atravessei-te tão nua
Fiquei assim...
Tão tua”
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