Órion
"E não foi um sonho que nenhum de vós recorda haver sonhado,
que edificou vossa cidade e modelou tudo o que nela existe?
Se vos fosse facultado ver as marés desse fôlego
deixaríeis de olhar para outra coisa.
E se vos fosse facultado ouvir os murmúrios desse sonho
deixaríeis de ouvir todo outro som. Um dia, porém,
o véu que cobre vossos olhos
será retirado pelas mãos que o teceram.
E a argila que obstrui vossos ouvidos será rompida pelos dedos que a amassaram.
Eu somente expresso em palavras o que já sabeis em vossos pensamentos.
E vossos pensamentos e minhas palavras são ondas de uma memória selada
que guarda o registro do vosso passado.
Dos dias em que a terra nos ignorava e ignorava-se a si mesma"
(Gibran Khalil Gibran)
Antes do começo dos tempos,
todo o universo estava envolto
na vibração harmônica dourada.
Então, quando as centelhas de luz
vindas da fonte infinita do Uno Universal
tomaram consciência de que havia
diferentes dimensões
nesse universo,
e começaram a perceber
as suas diversas vibrações,
surgiu nesses seres
a necessidade
de conhecer
todos os outros
planos do Todo Maior.
Assim, iniciou-se uma jornada de aventuras, onde havia a possibilidade de experimentar a si mesmo em muitas dimensões e expressar o Eu Divino em infinitas e diferentes formas...
Foi descoberto nas proximidades de Órion
vibrações que tornavam possível o desenvolvimento da matéria. Seres vindos do Sol Central se estabeleceram nas três estrelas que formam o cinturão de Órion, e tornaram-se guardiões dos mundos.
Seres vindos das mais diversas estrelas do universo, chegavam à Órion com a finalidade de vivenciar a matéria. A experiência foi um sucesso, e quanto mais densa se tornava a vibração mais prosperava a matéria...
Com o tempo, abateu-se sobre aqueles seres o esquecimento
de sua origem divina.
A densidade da matéria não lhes permitia lembrar que eram centelhas de luz vindas da fonte infinita do Uno Universal,
expressando o Eu Divino em formas diferentes.
O esquecimento trouxe a ilusão da separação entre os seres,
e com ela vieram as sementes da discórdia, do ódio e da violência.
A dor e o sofrimento passaram
a dominar o mundo da matéria...
O grito de dor dos seres em sofrimento
ecoou pelo o universo
e atraiu corações sensíveis,
que partindo de várias estrelas,
chegaram ao mundo da matéria
com a força regenerativa do amor.
Para curar tanta dor e sofrimento,
surgiu Gaia – o planeta azul-
para onde seriam enviados
todos aqueles seres destroçados
pela força da matéria e presos
na ilusão da dualidade.
Assim começa a saga do caminho de volta,
o retorno ao Pai...
A humanidade que habita
o planeta Terra traz dentro de si
lembranças adormecidas de um passado distante
onde tudo era luz, onde éramos um com o universo.
Para despertar essas lembranças e nos guiar de volta para casa,
a Fonte Infinita do Uno Universal
nos manda seus mensageiros de luz
que através dos tempos nos deixam suas mensagens,
como mapas a nos apontar o caminho.
Na verdade,
precisamos saber
que nunca estivemos sozinhos,
que nunca perdemos a conexão com a LUZ.
Sempre houve na Terra algo a nos apontar para o céu...
Até hoje as pirâmides egípcias desafiam a ciência e mexem
com o imaginário da humanidade. Como explicar a grandiosidade e precisão daquelas construções se na época não havia tecnologia suficiente?
Como foi possível
mover e adaptar
enormes blocos
usados na construção
sem maquinaria
adequada?
De onde veio
a exatidão
dos dados
astrológicos
refletidos nas pirâmides?
Está na hora de encarar essas perguntas com a mente aberta...
Descobertas recentes nos mostram as pirâmides de Gisé como um espelho fiel das estrelas que formam o cinturão de Órion.
Seria essa a resposta para as perguntas que a humanidade
não se cansa de fazer:
Quem somos? De onde viemos?
E para onde vamos?
Créditos:
Órion
Texto: Fernanda Mesquita
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