
fêmea vibrante
de peito gigante
que me amamenta
desde quando não sei
com teu húmus e seiva
fogo telúrico
deixaste
que participasse
do teu constante namoro
com a lua e sol
enquanto vaidosa desfilavas
e bela circulavas
entre astros
gaia querida
foi bom realizar contigo
a doce magia
de ser inconstante
refazendo dia a dia
o semblante
conforme os desejos
e assim viver
não ser eu
não ser alguém
não ser fulano
nem bicho
nem flor
ou inseto qualquer
de agora em diante
ser qual mãe terra
oferenda
de ti faço parte
meu coração pulsa com o teu
com-pas-sa-da-men-te
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