
caio no poço
retrocesso
magnetizada
pelo negro dos teus olhos
força obsidiana
que arrasta e seduz
ninguém me salva
nenhuma luz
é um poço sem fim
sem quatro paredes
perco a força
mas observo
a gravidade
não me atinge
é um imenso vácuo
onde me disperso
e me desfaço
buraco negro
não mais existo
nem sei quem sou
magia
do homem negro
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