na noite escura e límpida
a razão parou para ouvir
o canto da sereia a convidar
para retornar para o mar
e nele absorver
o sêmen da vida
a lua cheia no céu
entre nuvens escondida
o barulho das águas
o encontro de pedras perdidas
a poesia já escrita
a falar de nós
e nós...enfim sós...
no ritmo da dança
continuamos
o bolero celeste
musicado
há séculos
para os amantes
a sereia, a fitar ficou
com sua estrela branca
na testa...
da dança sem fim nem começo
ficaram lembranças
do antes, do depois,
o sonho do futuro
no passado
agora nós,
entre os lençóis
e lenços de seda azul
a trocar carícias
toques, experiências
coisas vividas
durante a longa ausência
ficamos onde sonhávamos estar
e paramos o tempo
para eternizar o momento
que era só nosso
depois?
depois, continuar...
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