VÊNUS, a "Deusa do amor e da Beleza"
é o regente esotérico ou espiritual do signo de Gêmeos.
Vênus é um planeta que transmite vibrações de amor,
luz e grande magnetismo para nossas almas.
Propicia a união da personalidade com a alma,
assim tornando possível para o ser humano
viver uma vida orientada pela sua alma, radiante.
Dessa forma, o reino dos céus descende à Terra.
"OH, VÊNUS, VÊNUS,
Unificadora benigna dos polos distantes:
Espírito magnetizador e forma magnetizadora,
fundindo-os em um fogo de luz consciente,
trazendo-os juntos - juntos em união...
Assim a forma inferior
ascende ao espírito.
O poder que descende pode envolver,
envolver em unidade consciente
a individualidade e o ego radiante,
abraçando-os na luz.
OH VÊNUS, VÊNUS,
Unificadora benigna dos polos distantes
os polos do espírito e da matéria,
enfim estão juntos.
União da tríade e do quaternário
transformando em amor a Ponte de Luz,
A Ponte na qual o amor trino pode fluir
A ponte sobre a qual a vontade de Deus
irá distribuir seu poder na terra.
OH VÊNUS, VÊNUS
Estrela sagrada de amor-sabedoria.
que une ao amor os polos distantes.
Una em amor os polos distntes,
Una-os, Una-os,
Una os polos distantes em amor,
OH VÊNUS, VÊNUS, VÊNUS!"
(Agradecimentos a VÊNUS, nesse
dia de lua cheia de Sagitário,
11 de dezembro de 2008,
por ter unido as almas dispersas
através da força do rubi,
e conduzindo à escolha do caminho
da luz....e que assim
forever seja!)
LIVRO DE POEMAS DE NICODEMA ALVES
"NIVELADORA"
Quantas cartas de amor nos escrevemos
E quantos juramentos nós fizemos!
Que laço poderoso nos unia...
Ingênuos, não julgávamos que um dia,
Todo êle se partisse de uma vez,
De juízo, meu Deus, quanta escassez!
Aquilo se passou há muitos anos...
Um contínuo caudal de desenganos,
Já havia separado nossas vidas
Por trilhas bem diversas conduzidas!
A distância, por certo, resumiu
O golpe que a desdita desferiu!
Os martírios cruéis foram tamanhos,
Passamos a viver quais dois estranhos...
A morte, tão cruel e tão traidora,
Foi conosco a fiel niveladora!
Sem o corpo, a tua alma se elevou,
Minhálma, semi-morta, aqui ficou...
Afinal, ambos mortos nos achamos,
E pela morte nós nos nivelamos.
"PRIMAVERA"
Que se passa contigo, ó Primavera?
Portadora de sonho e de quimera?
Teu dia amanheceu enevoado,
Sob densas neblinas embuçado!
Primaveras bonitas do passado,
Cheias de luzes, sob um sol dourado!
Tudo mudou! O mundo transformou-se,
Primavera ao Inverno misturou-se!
Os homens, desumanos, criminosos,
Inventaram engenhos perigosos,
Por isso, as estações todas mudaram,
E os elementos, tensos, revoltaram!
Primaveva e Verão, Outono e Inverno,
Irmãos unidos, num convívio eterno,
Pois sempre que um chegava, o outro partia,
Nessa doce união, tudo corria!
Oh! Primavera, estás tão diferente!
Por que mudaste, assim tão de repente?
Já não tens os encantos multicores,
Nem tapêtes de musgos e flores!
"TRANSFORMAÇÃO"
Seus olhos eram lagos transparentes,
Côr de céu ou do mar? Nem sei dizer!
Mas sei que em suas águas refulgentes,
Era lindo e risonho o alvorecer!
No fundo esmeraldino desses lagos,
Bailavam, loucas, esperanças lindas!
Tecendo sonhos, permutando afagos,
Em harmonias eternais, infindas!
Quem, hoje, se curvar nas águas mansas,
Não avista o bailado das ondinas,
Vê, por sonhos, o livro das finanças,
Por música - o tinir das esterlinas!
A face que esses olhos enfeitavam,
Era bela, serena, repousante,
Hoje traz os sinais com que a marcaram
As fortes emoções de todo instante!
"AMORES DE CRIANÇA"
Desde muito, conservo na lembrança
Meus saudosos amores de criança!
Embora ultrapassada a mocidade,
A todos devotei fidelidade!
Bem pequena era então, mal soletrava
E o imortal condoreiro eu já amava!
De Antonio Castro Alves eu lia a vida,
Que foi tão breve, mas tão bem vivida!
Dos seus hinos nos cantos magistrais,
Onde havia tinidos de cristais,
Embalei os meus sonhos de menina...
Cantava-os para todos, em surdina!
Os seus versos de fôgo, que lançava
Qual fervente vulcão a quente lava,
Foram a pira rubra e incandescente
Onde ardeu seu espírito de crente!
No meu pequeno e terno coração,
Um outro amor, alimentei então...
Não foi amor, foi quase idolatria
Toda aquela inocente fantasia!
Adorei um famoso Imperador,
Ao ler seus belos feitos de valor,
De bravura nos campos de batalha
Sob o cerrado fôgo da metralha!
Nos meus sonhos, o via batalhando
O seu ginête branco cavalgando!
Como sofri, ao vê-lo destronado,
E em Santa Helena ser abandonado!
A corôa perdeu, tudo que amou,
Na batalha infeliz de Waterloo!
O que restou de todo aquele Império?
O sepulcro, e uma cruz no cemitério!
Seguiram-se depois, outros amores,
Beletristas e poetas superiores...
Pela pena sublime de Alencar,
Eu ouvi Iracema soluçar!
Penetrando nos sertões do Ceará
Provei o doce âmago do ingá!
Subindo serras, vadeando rios,
Ouvindo a passarada em desafios,
Procurei a lembrança de Ceci,
E os vestígios da taba de Peri!
Que belo tempo de ventura e sonhos,
- Meus infantis amores, tão risonhos!
"NÃO ESPERES"
Não esperes que eu queira te implorar
Rastejante, pedir para voltar...
Sinto-me bem, estou melhor assim,
Já não lanças teus dardos sobre mim!
Por aí, terás tudo que quiseres:
Riquezas, alegrias e mulheres...
Aqui eu estarei bem mais feliz,
Das mágoas, só ficará a cicatriz!
Sofrimento maltrata, não desdoura...
Minh'alma idealista e sonhadora,
Guarda em si, todo um mundo de alegria
Pois ela não é triste, nem vazia,
Possui todo um tesouro d'ideal
Que a torna invulnerável para o mal!
Daqui, da minha torre de marfim,
Vislumbro, a me esperar, da estrada ao fim,
Na hora de depor a minha Cruz,
Os braços divinais do meu Jesus!
Abertos para mim, os hei de achar...
O prêmio me darão do meu penar!
"SONHOS DE AMOR E BELEZA"
Adoro tudo que é belo
E sou feliz em dizê-lo,
Se na paisagem, na flor,
Se num rosto encantador...
Na perfumada violêta,
Ou na asa da borbolêta,
Um lindo passarinho
No aconchêgo do seu ninho!
Mas vivo qual morta-viva,
Do sofrimento cativa,
Sem poder dar expansão
Às ânsias do coração!
Mal posso as asas soltar
Do pensamento, e o deixar
Revoar pela alameda,
Onde a fértil Natureza
Tem o seu trono dourado,
A brilhar, no verde prado...
Luminosos pirilampos,
A cobrirem verdes campos,
E o mar bravio, rugindo,
De branca espuma cobrindo
A vaga, que, murmurante
Brinca na areia escaldante!
Deixo de parte o lamento,
E os olhos do pensamento
Revêem em toda beleza
A pujante Natureza!
Embriagada de luz,
Eu me transporto a Jesus
Dou-lhe graças por me dar
Essa riqueza sem par,
Um coração sonhador,
Todo repleto de amor,
Onde um feio pensamento
Não tem guarida um momento
É um puro manancial
De fé, de amor Imortal!...
COMENTÁRIO: esses foram os tempos idos,
quando os poetas lamentavam-se pelo amor
que passou ou ficavam a sonhar pelo que ainda
estava por vir....
o presente era assim banhado num triste e
melancólico oceano de lágrimas e risos,
enquanto dialogávamos com a lua
e nos entregávamos aos seus caprichos...
Hoje, não...o passado não mais parece ditar
qualquer sina e o futuro virá no seu tempo certo...
Pensamos apenas no presente - vazio ou cheio
a depender de como bancamos a conta
do banquete, do espetáculo, para todos
aberto e configurado...
O amor, como é alado, já se foi
e não sentimos sua falta...
Ficamos...pois...e o quê dizer?
O beijo é simplesmente mais um beijo
Um afago é o mesmo de sempre
e quem pensa no eternamente?
De qualquer forma,
que esta constatação se apresente,
não é um lamento
e sim um presente
para aquele que se diz chamar
Antonio Castro Alves de Araújo,
para que possa pelo menos
se banhar
nas caudalosas águas de sua poesia...
- "Disse Castro Alves sobre si mesmo:
- Eu sinto em mim o borbulhar do gênio,
Vejo além um futuro radiante:
Avante! Brada-me o talento n'alma,
E o eco, ao longe, me repete: Avante!"
Inebriada pelo seu canto, escreve Nicodema Alves:
"Vibrante Condoreiro. Áureo arrebol,
Da Pátria imensa, que te viu nascer...
Foste o gênio altaneiro, alma de escol,
Sol que se pôs, em pleno alvorescer!
Nâo foi em vão que um dia tu disseste
"Vejo além, um futuro, radiante..."
Foi teu futuro, a glória que tiveste,
Tua vitória prosseguiu avante!
Por toda parte, esparzes tua luz
A forte luz do teu raio candente
Que da tua alma trafega, traduz,
A poesia qeu ela tem, latente!
Enquanto houver Brasil, tu viverás,
Mostrando em toda parte, e a toda gente,
Que, eternamente, ó Astro, brilharás
Na tela do Infinito, refulgente!
Ninguém jamais te superou na fama,
Teu zênite nenhum astro atingiu...
Avante, é a profecia que proclama,
Vate imortal, teu sonho não mentiu! "